
# Como a BridgeAI funciona

Uma plataforma de hospedagem que **não foi feita para você operar**. Quem opera é o seu agente de código, por um protocolo aberto; você entra no painel para autorizar e para ver quanto está gastando.

## As três peças

- **O servidor MCP** — dezesseis ferramentas que o Claude Code, o Codex ou qualquer cliente MCP chama para criar projeto, publicar, ler log, medir memória e consultar o banco
- **O painel** — onde você entra com o GitHub para autorizar operações, guardar variáveis, ver o consumo e adicionar crédito
- **A infraestrutura** — servidor, banco PostgreSQL, cache Redis e armazenamento de arquivos, em máquinas no Brasil

## MCP: por que o agente não precisa adivinhar

**MCP** (Model Context Protocol) é um padrão aberto para um assistente conversar com sistemas externos por ferramentas definidas, em vez de tentar escrever comandos no escuro.

Na prática isso muda o que o agente consegue fazer. Sem MCP, ele escreve o seu código e para na porta da infraestrutura: pode sugerir um comando, mas não sabe se o contêiner subiu, quanta memória ele está usando, nem o que apareceu no log. Com MCP, ele **pergunta e recebe a resposta real** — e é por isso que a descrição de cada ferramenta manda consultar antes de supor.

O que ele pode chamar:

- **Criar e mudar** — criar o projeto, adicionar ou aumentar servidor, cache e armazenamento, remover um item, remover o projeto
- **Publicar** — pôr o código no ar a partir do seu repositório no GitHub
- **Investigar** — situação do projeto, log do contêiner, memória, CPU, consulta ao banco
- **Dinheiro** — quanto custa hoje, quanto custaria um recurso novo, quantos dias o crédito ainda dura
- **Rodar na sua máquina** — credenciais de desenvolvimento e o túnel que liga o seu computador ao banco na nuvem

## Você autoriza. O agente executa.

Nada que custe dinheiro acontece por conta própria. Quando o agente quer criar um projeto, aumentar o servidor ou remover um recurso, o fluxo é sempre o mesmo:

1. O agente diz o que pretende fazer **e quanto custa**, antes de fazer
2. Ele te dá um link do painel. Lá você lê o que foi proposto, item por item, com o preço de cada um
3. Você clica em **Autorizar** e a tela mostra um código
4. Você cola o código no chat, e só então a operação acontece

**O agente nunca vê esse código.** Ele nasce no banco vazio e só é preenchido quando alguém aperta o botão na tela — a única saída dele em todo o sistema é a resposta daquele clique, que exige a sua sessão do GitHub.

E o que foi aprovado fica **congelado**: o código autoriza *aquela* operação, com *aqueles* itens. Sem isso, você leria "criar um servidor de 512 MB" na tela e a execução poderia pedir outra coisa.

## Publicar

A publicação sai do **seu** repositório no GitHub, por uma Action que a plataforma escreve para você. Não existe credencial da BridgeAI dentro do seu repositório: o GitHub assina, a cada execução, um crachá dizendo de qual repositório aquilo veio, e nós conferimos a assinatura.

Consequência prática: não há segredo para colar, para rotacionar, nem para vazar por um fork ou por um colaborador que entrou e saiu.

O vínculo entre repositório e projeto se estabelece na primeira publicação e fica fixo. Um crachá **perfeitamente válido** de um repositório de outra pessoa não publica no seu projeto.

## Rodar na sua máquina, sem Docker

O servidor roda no seu computador com o Node direto — sem Docker Desktop, que é o que mais trava quem está começando. O banco, o cache e os arquivos continuam na nuvem.

Isso funciona por um **túnel**: o agente abre uma ligação autenticada com a plataforma, e o seu computador passa a enxergar um Postgres comum em `127.0.0.1:55432`. O Prisma, o `psql` e qualquer biblioteca falam com ele sem saber que existe um túnel no meio.

Duas regras que o mantêm seguro: **você não escolhe o destino** — o endereço do banco sai do nosso registro, e não do pedido, senão isso seria um proxy aberto para dentro da nossa rede. E **produção não passa pelo túnel**. Ele é para dados de desenvolvimento.

## O que a plataforma faz sozinha

- **Mede e cobra hora a hora**, item por item, e não por plano fechado
- **Avisa antes de acabar** — e-mail quando faltam 7, 3 e 1 dia de crédito, e o agente repassa o aviso no chat
- **Pausa em vez de apagar** — sem crédito há três dias de carência, depois os projetos pausam. Nada é removido, e recarregar religa
- **Espera cinco dias antes de eliminar dados** — remover um projeto abre uma janela com três avisos por e-mail e um link que cancela e devolve o projeto

## Onde os limites estão

Ser honesto sobre isso poupa a sua tarde:

- **Domínio próprio ainda não existe.** Seu projeto atende em `nome.bridgeaibrasil.com.br`. Um endereço seu é feature planejada, não entregue
- **Não há backup automático.** Os cinco dias da remoção são a janela de recuperação, e guardar cópia depois de alguém pedir eliminação seria o oposto de eliminar
- **A escala é a de uma plataforma jovem.** Não há autoescala global nem CDN de borda; há servidores no Brasil, medidos, com vaga contada

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